A carne Wagyu, também conhecida como “Kobe Beef” é a mais nova referência gourmet, que tem despertado interesse de chefs renomados em todo o mundo.

No Brasil também não está sendo diferente. Restaurantes renomados como o Rubaiyat , em São Paulo, já adotaram a iguaria, não só no cardápio, mas também para criação em suas fazendas.
Para desvendar os mistérios em torno desta preciosa carne, e apresentá-la melhor ao público brasileiro, foi organizada uma palestra e workshop com este tema. A ideia é difundir mais as potencialidades desta carne, que está listada entre as nove mais cobiçadas iguarias gastronômicas, segundo a imprensa norte-americana, ao lado do foie-gras e da trufa branca.
Satoshi Sato, do restaurante Ginza Rangetsu (Tóquio), especialmente convidado para este evento, comanda um workshop com a carne Wagyu, no Senac da Aclimação, em São Paulo. O chef Satoshi Sato é o responsável pela divisão de sukiyaki da matriz do restaurante Rangetsu, localizado no bairro mais sofisticado de Tóquio. No final da apresentação, o público ainda vai fazer uma degustação da carne. Os premiados chefs Shin Koike e Adriano Kanashiro vão ajudar no preparo dos pratos. Ou seja, não só a matéria prima é primorosa. Também a produção deste workshop é conduzida com mãos de ouro.
O wagyu é considerado a carne mais saborosa e cara do mundo. No Brasil, o quilo do contrafilé de wagyu, considerado a parte nobre da carne, custa cerca de R$200. Graças à textura da gordura marmorizada oferece uma maciez inigualável que tem despertado a atenção de chefs do mundo todo. A filial brasileira do restaurante Rangetsu, em Pinheiros, é famosa pelo seu shabu shabu, uma espécie de fondue japonês, de wagyu.
Antes da performance do chef japonês, o presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Bovinos da Raça Wagyu, Sadao Iizaki, faz uma palestra sobre a criação e a carne de wagyu. Um dos principais mitos que serão esclarecidos: é verdade que os gados são tratados à base de cerveja, música clássica e massagem? O que, afinal, esta carne tem de tão especial, e quais são os cuidados na sua produção. Sadao Iizaki conta que no Brasil, a Yakult foi a pioneira na introdução da raça japonesa em 1996. Hoje há cerca de 25 produtores, que detêm 1,5 mil cabeças.
O evento é realizado pela Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa (Bunkyo) e Restaurante Rangetsu e tem o apoio do Consulado Geral do Japão no Brasil, Associação Brasileira de Criadores de Bovinos da Raça Wagyu e Jetro e Senac.

PALESTRA E WORKSHOP
1. PALESTRA
Palestra com SADAO IIZAKI presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Bovinos da Raça Wagyu.
Duração: 1 hora
Conteúdo:
- tendência e potencial do mercado Wagyu
- o que é Wagyu?
- classificação
- distribuição
2. WORKSHOP
Workshop com SATOSHI SATO, Chef Executivo do Restaurante Ginza Rangetsu, da divisão de Sukiyaki
Conteúdo:
- sobre o Wagyu japonês (ex. tipo, classificação, sabor, valor).
- a diferença do corte japonês e brasileiro
- como e o que aproveitar de cada parte do Wagyu
- demonstração de 1 ou 2 pratos (com degustação do público)
SERVIÇO
Quando: 6 de setembro (terça-feira), das 14h às 17h
Onde: Senac (unidade Aclimação)
Laboratório de Enogastronomia (auditório)
Rua Pires da Mota, 838, Aclimação – São Paulo
Inscrições no Bunkyo pelo tel.: (11) 3208-1755 (com Regina) ou por email: evento@bunkyo.org.br
Investimento: R$35
Acompanhe no Jojoscope, uma série de reportagens sobre o Wagyu, em setembro. O tema será destaque também na revista #Hashitag, que sai em Outubro.