Rurouni Kenshin: o retorno da febre

Rurouni Kenshin – Meiji Kenkaku Rōmantan – (るろうに剣心 -明治剣客浪漫譚- Kenshin, o Andarilho – Crônicas de um Espadachim da Era Meiji) é um dos grandes sucessos em mangá, criado por Watsuki Nobuhiro e posteriormente adaptado em anime.

A série é ambientada nos primeiros anos da Era Meiji (1868 – 1912), uma época de profundas transformações, quando o Japão optou por uma intensa modernização, dando fim ao shogunato Tokugawa. Os exércitos dos feudos de Satsuma, Choshu e Tosa compunham as forças imperiais de unificação, e eles conseguiram dominar as forças resistentes dos seguidores de Tokugawa para instaurar então a Restauração Meiji. É a época também que foi retratada no filme “O Último Samurai”, de Tom Cruise.

Na estória de Watsuki, Himura Kenshin (緋村剣心) é um espadachim da paz que prometeu a si mesmo nunca mais matar, encarnando o espírito da época. Entretanto, seu passado como samurai assassino a serviço de Ishin Shishi fará o jovem Himura  sacar a espada da bainha contra velhos e novos inimigos. É um épico com dezenas de personagens e ajuda muito conhecer um pouco da História do Japão da época para entender melhor a ambientação.

Capa do número 28 publicado no Japão

Rurouni Kenshin foi lançado originalmente entre 1994 e 1999 e foi publicado originalmente na revista japonesa Shukan Shonen Jump (「週間少年ジャンプ」 ). O trabalho completo rendeu 28 volumes encadernados em formato Tankôbon A obra de Watsuki fez muito sucesso no Japão, onde vendeu mais de quarenta e sete milhões de cópias. Adaptado para a TV, tornou-se o anime preferido de muitos fãs. Depois disso, o samurai com uma cicatriz em forma de cruz quebrou os limites do território japonês e conquistou muitos leitores no mundo todo.

Aqui no Brasil, chegou primeiro a versão anime, em 1999, exibido pela Rede Globo até meados de 2000, mas com várias cenas censuradas, episódios estirpados e o pior, sem o final. Só depois a Cartoon Network exibiu a série integral até o final.

Em setembro de 2001 foi exibido também o longa-metragem da série: Rurouni Kenshin; Ishin Shishi no Requiem. Assista aqui os três minutos iniciais do filme, totalmente sem diálogo, só ação.

No Brasil

O mangá foi publicado no Brasil a partir de maio de 2001 pela Editora JBC em 56 volumes (cada um sendo metade do original tankōbon), com o título Samurai-X, seguindo o título adotado nos Estados Unidos, mas mantendo o formato de leitura japonesa, ou seja, da direita para a esquerda. De início mensal, a partir da edição 5 o mangá passou a ser quinzenal até sua conclusão em novembro de 2003. O capítulo especial A Sakabatou de Yahiko foi lançado pela mesma editora em 2004, durante o evento Anime Friends. A editora também lançou no mesmo ano, o Kenshin Kaden, uma espécie de enciclopédia-guia da série.

Samurai-X, publicado pela Editora JBC, será relançado com o título original. A tradução está sendo revista, para torná-la mais fiel ao original.

A Editora JBC já fez o relançamento de Sakura Card Captors este ano e seguindo a mesma linha anuncia a mesma estratégia para Rurouni Kenshin, e anuncia a volta do manga às bancas brasileiras em uma edição caprichada, ainda neste ano. Ambos foram os primeiros títulos de mangás lançados pela Editora JBC em 2001. Naquela época os volumes originais japoneses eram divididos em duas edições cada, e muitas adaptações da tradução seguiam os nomes usados nos animes, que faziam sucesso na TV brasileira.

Atendendo a vários pedidos dos fãs e leitores todo o texto está sendo revisado, readaptando algumas expressões e retraduzindo outras. Além das edições brasileiras serem agora em formato tankobon, uma determinação do licenciador japonês veio ao encontro da expectativa de muitos leitores e agora o mangá será relançado com seu nome original: Rurouni Kenshin. A nova versão já está em processo de produção, mas ainda não tem data de lançamento porque depende de aprovações no Japão. No entanto, a previsão é de que esteja nas bancas brasileiras ainda este ano. Esperamos que os nomes dos personagens se mantenham fiéis ao original, seguindo a ordem Sobrenome-Nome, pois não faz o menor sentido invertê-la para ocidentalizar, especialmente quando se trata de dramas de época.

No cinema

E por uma incrível coincidência, estreou no Japão o esperado live action Rurouni Kenshin, dirigido por Ootmo Keishi, um diretor estreante no cinema, mas que na televisão produziu épicos como Ryoma-Den, para a NHK. Como era de se esperar, a estreia foi um sucesso de bilheteria. Com pre-laçamentos agendados entre os dias 22 e 24 de Agosto, entrou em cartaz comercialmente no dia 25 e só nestes primeiros 4 dias registrou meio milhão de espectadores, superando Os Vingadores (The Marvel’s Avengers). No elenco, Okuda Eiji, que trabalha também em “Corações Sujos”, de Vicente Amorim. Você vão reconhece-lo no trailer. O filme foi produzido pela Warner Bros e não há previsão para ser lançado no Brasil, embora já exista uma legião de fãs do anime fazendo uma mobilização para pedir à produtora a sua exibição por aqui.

E aqui o trailer.

 

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