Natureza e Transformação

Gringo Cardia e Instituto Cultural Usiminas realizam exposição Natureza e Transformação

 

Fotografia de Claudio Edinger e 'O Metal na Vida das Pessoas"
Rodrigo Zeferino registra a "Transformação da Matéria".

Unir a fotografia, a palavra e a experiência sensorial numa longa viagem de reflexão sobre a ação do homem no planeta e a sua ligação com este através da imagem, do pensamento e da filosofia. Essa é a proposta de “Natureza e Transformação”, exposição inédita realizada pelo Instituto Cultural Usiminas, com curadoria do artista plástico e designer Gringo Cardia. A mostra acontecerá na Grande Galeria do Palácio das Artes (Belo Horizonte), de 3 de agosto a 2 de setembro, e em Ipatinga-MG, ainda no mês de setembro.

A fotógrafa Priscila Prade participa do segmento Terra in Natura.

Em “Natureza e Transformação”, a fotografia do carioca Cláudio Edinger, da catarinense Priscila Prade, dos mineiros Rodrigo Zeferino e Henry Yu, e do japonês Kei Takashima trabalham com elementos simbólicos de Minas Gerais, que vão desde animais típicos da fauna local, até o minério de ferro e o aço, a partir de grandes peças doadas pela Usiminas. Não à toa, os sets fotográficos foram em Ipatinga-MG, no Vale do Aço, e na região mineradora de Itatiaiuçu-MG, além de Niteroi-RJ, onde o universo modernista de Oscar Niemeyer dialoga com a proposta, e Tóquio, no Japão, com sua arquitetura contemporânea.

Foto de Henry Yu: "Um só mundo, uma só natureza"

Todas as fotos colocam a relação do homem com o ambiente ou com as estruturas apresentadas e contaram com a direção criativa do curador Gringo Cardia. “A exposição quer despertar em cada visitante a idéia de futuros desejáveis, possíveis e positivos neste universo atual das grandes questões que o mundo enfrenta de convivência e respeito ao ambiente e continuidade ao desenvolvimento. Mostrar que o homem é um animal inquieto e criativo que quer sempre descobrir e inventar mais coisas, porém agora com um novo pensamento baseado na ética do bem estar comum de todos juntos neste planeta”, resume Gringo.

Foto de Kei Takashima: "Arte e Arquitetura"

A Dô Cultural e Jojoscope  participaram da produção do segmento Japão. Acompanhem aqui em Jojoscope, nos próximos dias, como foi a produção deste projeto em Tokyo.

 

Gringo Cardia

Gringo Cardia, no Estudio da estilista Junko Koshino, em Tokyo. Foto: Jo Takahashi

Designer, artista gráfico, cenógrafo, arquiteto, diretor de arte e diretor de videoclipes, teatro, ópera e desfiles de moda. Precursor da multimídia no fazer artístico, utiliza, desde o início da carreira, diversas linguagens e tecnologia na realização de seus trabalhos. A partir dos anos 1990, é apontado como criador de uma nova linguagem na cenografia de teatro, espetáculos de dança e shows. É autor de inúmeros trabalhos visuais no teatro e na música que se destacam na cena artística brasileira, como os realizados com Chico Buarque, Marisa Monte, Maria Bethania, Skank, Chico Science, Blitz, Rita Lee, Carlinhos Brown e Daniela Mercury, e com diretores como José Celso Martinez Corrêa, Mauro Rasi, Miguel Falabella e Héctor Babenco, entre outros. Parceiro visual da coreógrafa Deborah Colker em seus espetáculos há mais de 15 anos, incluindo o Ovo do Cirque Du Soleil, em tourneé mundial. Criou o design de museus e exposições no Brasil e no exterior, como o do Museu da Cruz Vermelha em Genebra, ao lado do arquiteto japonês Shigeru Ban; a exposição Amazônia Brasil, em Paris, Nova York e Tóquio; e o Festival Brazil South Bank Center, em Londres. Criou o visual do Espaço Oi Futuro e do Museu das Telecomunicações, no Rio de Janeiro e em Belo Horizonte. Foi o curador e o designer do Memorial Minas Gerais – Vale, em Belo Horizonte, abordando a cultura e a história do estado. Há doze anos, com a atriz Marisa Orth e o artista Vik Muniz, fundou e dirige a escola Spectaculu de arte e tecnologia para jovens da periferia do Rio de Janeiro.

 

Acompanhem mais detalhes sobre o segmento Arte e Arquitetura, produzido em Tokyo !

0Shares