Sabadão Musical: Ryota Komatsu e o novo tango

Capa do CD Tangologue, lançamento Sony Music

Fazem exatos seis anos que Ryota Komatsu esteve por aqui, apresentando seu tango no SESC Vila Mariana. Foi considerado uma espécie de sucessor de Astor Piazzolla, pela sua fluência no bandoneon, e também em suas composições que retratam o universo portenho. É claro que ainda lhe faltam-lhe vivência (jovem ainda, está com 38 anos) e algumas dores para ser um ícone do tango, mas é inegável que como bandoneonista, defende uma trajetória ímpar. Não há de fato, jovens seguidores do tango na Argentina, e Ryota pode vir a ser mesmo, um forte preservador deste gênero mundo afora.

Libertango (música: Astor Piazzolla)

Ryota teve a sorte de nascer de pais músicos. A mãe, pianista e o pai, violonista. Ambos amantes do tango. Pegou o bandoneon guardado em casa, quando tinha 12 anos e foi tentando tirar o som. Autodidata, pois naquela época não havia professores deste instrumento no Japão. Aos 15, copiando Piazzolla, tornou-se um dos únicos bandoneonistas no Japão, chegando até a gravar um CD. Com a morte de Piazzolla, houve um boom de novo tango no Japão, e Ryota passou a ser requisitado em casas de jazz. Outra oportunidade que marcou sua vida: foi convidado para tocar com Pablo Ziegler, compositor e pianista da banda de Astor Piazzolla por muitas décadase que se apresentou em São Paulo, em 2010, acompanhado da Orquestra Jazz Sinfônica, e nada menos que Gidon Kremer no violino. Os três, escoltados pela Orquestra Orpheus Chamber, no Carnegie Hall.

Last Tango in Paris (música: Gato Barbieri)

Pela sua atuação como bandoneonista, e mais pela divulgação do tango no mundo, Ryota foi condecorado pela Secretaria de Cultura do Governo Argentino. Sua meta continua sendo levar o tango para outros países fora da Argentina.

世界に向けてタンゴを普及する小松亮太。サンパウロでの劇的な公演からちょうど6年経過した今日も、オルケスタ・ティピカを率いり、全世界を舞台にピアゾラやガルデルの虚しい音色を放っている。

Vibraphonissimo (Música: Astor Piazzolla), solo de vibrafone: Nanako Mimura

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