Sakura: as cerejeiras dão o tom do renascimento

No Japão, a Agência Meteorológica dá a previsão da florescência das cerejeiras. Nesta época, entre a segunda e a terceira semana de Abril foi o pico da florescimento na região de Tokyo. No sul, ele começa por volta do dia 5 de Abril, e a corrente do sakura vai subindo o território japonês, chegando em Hokkaido, ao norte, por volta do dia 20 de Abril.

Para os japoneses, fazer um picnic à sombra das cerejeiras é tradição.  É chamado de Hanami, e representa o início de um novo ciclo de estações. Este ano, tem um significado maior. Representa o renascimento, após as tragédias que abalaram o nordeste, no final de um inverno que vai ficar marcado na memória, por um bom tempo.

O Sakura, a flor da cerejeira, foi cantada e eterniza em músicas clássicas como o “Sakura, Sakura”, que é quase um hino informal do Japão. Foi adotado como uma canção para o ensino do kotô, um instrumento típico japonês e sua autoria é desconhecida, composta provavelmente no final da era Edo, no século 19.

A versão mais famosa é a que o compositor clássico Miyagi Michio (1894-1956) lançou, para koto.


Esta é uma fantasia para piano, composta por Hirai Kozaburo, uma pequena variação da versão de Miyagi, com tons eruditos clássicos.


O Trio Rin, que esteve no Brasil no início de 2008, abrindo o Ano do Centenário da Imigração Japonesa, lançou uma nova música com o mesmo título, porém inspirada em seus acordes.


A Banda Diáfanes, brasileira, liderada pela compositora e artista plástica Lorena Hollander, que aqui comparece tocando o kotô, apresentou esta versão. Com participação de Danilo Tomic, na flauta shakuhachi, e canto da professora Tamie Kitahara, que toca também o shamisen.


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