JARDIM JAPONÊS: A Magia dos Jardins de Kyoto

“Jardim Japonês: A Magia dos jardins de Kyoto”, do arquiteto e paisagista Sarkis Sérgio Kaloustian, é o primeiro livro em língua portuguesa sobre a história, os tipos e as técnicas dos milenares jardins japoneses de Kyoto.

Quem fez o curso “A Linguagem Espacial do Japão: Arquitetura e Jardins” teve contato direto com o professor Sarkis Kaloustian. Pois é: agora ele lança um livro que será um marco neste assunto, pois trata-se do primeiro livro em português que aborda o tema Jardins Japoneses, com tanta profundidade e amplitude.

Algumas páginas do livro, dedicados a Sento Gosho, aos tipos de vegetação e aos jardins de Chisaku-in Fotos: Sarkis Kaloustian

O lançamento será neste sábado, 11 de Dezembro, às 15 hs no Instituto Tomie Ohtake. A visita valerá a pena: no mesmo local foi inaugurada a exposição “Parallel Nippon” sobre arquitetura contemporânea japonesa. Matéria completa, você pode ver no post anterior.

O livro mostra a história, os tipos e as técnicas milenares dos jardins japoneses. Resultado de quatro anos de pesquisas em Kyoto, o oferece ricas lições de paisagismo, arte e arquitetura.  “As infinitas horas em que passei observando cada jardim de Kyoto apresentados aqui no livro, e muitos outros espalhados pelo Japão, deixaram uma marca que mudou para sempre a minha visão de mundo”, afirma o autor, que pretende criar projetos de paisagismo inspirado nos jardins japoneses no Brasil.

Embora seja extremamente útil para os profissionais do ramo, o livro, que foi escrito em linguagem objetiva e conta com 460 fotos, pode ser facilmente entendida por leigos e admiradores da cultura japonesa.

Segredos revelados

Diz o trecho do livro: “Para a maioria das pessoas, a ideia ou a imagem de jardim japonês remete à uma paisagem em miniatura com pouca ou nenhuma vegetação e algumas pedras sobre uma base de areia ou cascalho. Esses jardins não impressionam pela magnificência ou tamanho, e sim, procuram mais o silêncio, a pureza da forma, a delicadeza e a perfeição cuidadosa nos detalhes. O importante não é o visto, mas sim, o imaginado.

Os estilos do jardim japonês mostram diferenças radicais quanto à sua concepção espacial e aos materiais usados em sua construção. Eles quase sempre são naturais ou simbólicos em relação à natureza, contrapondo-se ao estilo geométrico e artificial dos jardins europeus. De início, é preciso separar esses estilos para então descobrir a beleza preciosa e sutil contida em seus mínimos detalhes. A aparente simplicidade dos jardins japoneses contém infinitas variações geniais do uso dos terrenos, dos materiais e das formas em que a natureza e o clima exprimem sua sutil beleza. Coube aos mestres paisagistas o trabalho de síntese que permite uma experiência fundamental de contemplação e comunhão com a natureza”.

Sarkis Kaloustian

O AUTOR

Arquiteto, paisagista e professor universitário, Sarkis Sergio Kaloustian é um apaixonado pelos jardins japoneses – e pelo Japão. Casado com uma japonesa, fluente no idioma dos samurais, morou quatro anos em Kyoto, onde pesquisou arquitetura contemporânea, a arquitetura tradicional dos templos, e os jardins japoneses. Foi bolsista do governo japonês e é mestre em arquitetura pela Universidade de Kyoto. Ministra palestras, dá cursos e faz projetos de jardim japonês.

Capa do livro

O LIVRO

Jardim Japonês: A Magis dos jardins de Kyoto (editora K, 223 páginas, R$159,00). No dia do lançamento, o livro estará à venda exclusivamente na livraria do Instituto Tomie Ohtake. Em janeiro, já estará nas grandes livrarias do país.

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