Sarkis Kaloustian no Reporter Eco

O arquiteto Sarkis Kaloustian foi matéria no Reporter Eco da TV Cultura, transmitido no dia 26 de Fevereiro. Para quem não conseguiu assistir publicamos aqui a matéria.


Arquiteto e paisagista brasileiro percorre Kyoto para registrar os jardins japoneses


Para mais informações sobre o livro acesse aqui o post sobre o livro.

Veja aqui, resenha do livro no site Vitruvius.

E aqui, no site Casa da Chris, no post Jardins de Sonho,  onde Chris Campos descreve sua experiência de ter morado no Japão, relacionando-a com o livro de Sarkis Kaloustian.

Transcrição da matéria do Repórter Eco | Cortesia TV Cultura

No passeio pelo Pavilhão Japonês do Parque do Ibirapuera, na capital paulista, o arquiteto e paisagista Sarkis Kaloustian, autor de “Jardim Japonês – a Magia dos Jardins de Kyoto” conta que visitou centenas de jardins por todo o Japão para contar a história dos recantos criados na cidade onde foi assinado em 97 o protocolo internacional para tentar conter os efeitos do aquecimento global. Rochas, vegetação e pedriscos são essenciais nesse tipo de jardim.
Entrevista com Sarkis Kaloustian/arquiteto e paisagista:
” Quais são as idéias por trás desses jardins?
R: No primeiro momento era a imitação do Cosmos Budista, do paraíso Budista, então se representava lagos, pavilhões, onde existia uma imagem de paz. Depois, num segundo momento, baseado na geografia japonesa que é extremamente dramática, com penhascos e montes que caem direto no mar, eles foram representando em miniatura a geografia do Japão. Os rios que descem as montanhas e assim por diante. Num terceiro momento, com a influência do Zen Budismo, que veio via China, Coréia, e entrou no Japão, a imitação dos jardins abstratos, onde com poucos elementos, basicamente pedriscos e arranjos de rochas, se quer induzir o observador a uma viagem mental”.
P:” O silêncio é um elemento importante desse jardim, embora não seja visual?
R:Ele é muito importante e até contraditoriamente muitos jardins hoje estão cercados de áreas barulhentas, onde circualm ônibus a diesel que fazem muito barulho. Mas é fundamental, principalmente para a observação de um Jardim Zen, você tem que estar consigo mesmo. Isso implica estar em silêncio”.
P:” Talvez uma coisa que as pessoas conheçam bem é aquele pequeno jardim japonês, que às vezes se ganha de presente, com um ancinho para desenhar. Qual é a relação disso com a realidade?
R: Esse brinquedinho é bacana porque a gente acaba meditando quando faz um desenho nele. Agora, com relação à realidade, o ancinho se transforma num rodo imenso que os monges usam como processo de meditação, na hora em que eles fazem desenhos que a gente vê no pedrisco. Os desenhos em volta das rochas que simulam ondas batendo ou linhas bem geométricas, retas, que aparecem em todos os jardins que tem o uso do pedrisco”.
Um dos menores Jardins de Kyoto, o Daisen-in, foi um dos que mais impressionou o arquiteto.
Entrevista com Sarkis Kaloustian/arquiteto e paisagista:
” Ele simboliza o processo da vida, do ser humano. Quando ele nasce, como na juventude, ele é cheio de energia, ele quer rebater em todos os lugares, desvia, e quando chega à planície, o rio e acalma, o movimento de água se acalma e chega a maturidade, quando o ser humano acaba evoluindo”.

Autor da matéria
Editora-Chefe:Vera Diegoli. Reportagem:Cláudia Tavares. Edição de Texto: Alexandre Redondo. Imagens:Alexandro Fortes. Auxiliar:Ronaldo Montalvão. Operador de Áudio: Samoel Martins. Produtor:Maurício Lima.


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