Uma árvore chamada Talita

Folhear as páginas de E se eu fosse uma árvore, de Talita Nozomi, é como dar uma repassada na vida. Já nos primeiros momentos, o leitor se identifica com a própria árvore, que vai se transformando, na primavera, florida, e no inverno, desnudada. Majestosa e varonil muitas vezes, delicada e fragilizada em outras, a árvore pode dar sombra para refrescar os dias quentes ou espalhar folhas secas para aquecer os dias frios. 


A árvore habitou a mente da autora, também ilustradora, desde criança, que guardou a semente dessa ideia para fazer crescer muitos anos depois e transformá-la em livro, numa costura delicada entre textos e desenhos, escoltadas por colagens e monotipias que ora dão tridimensionalidade às ilustrações, ora convidam a nostalgia por um passado distante.

O tom dá um sentido de saudade. Este pode não ser um livro para crianças. Talvez faça mais eco nos adultos que queiram recuperar um pouco da  infância.


 

Se eu fosse uma árvore, Talita Nozomi, a partir de 7 anos, R$ 32 nas boas livrarias. 

Sobre Talita Nozomi – Formada pelo Instituto Europeo di Design, fez cursos de ilustração na Scuola Internazionali d’ Illustrazione com Linda Wolfsgruber e Svjetlan Junakovic, e no Instituto Tomie Ohtake, com Odilon Moraes e Fernando Vilela. Para a Editora Gaivota já ilustrou o livro Rimas Fáceis. 

Sobre a Editora Gaivota – A Gaivota, selo da Editora Biruta criado em 2011, prima pela qualidade literária, projetos gráficos ousados, instigantes, e ilustrações que encantam. Mas o desafio vai além: abordar de maneira lúdica, temas muitas vezes considerados herméticos, complexos e desinteressantes, nos parece uma maneira de aproximar crianças e jovens de temas que parecem distantes de seu cotidiano. Esse foco não exclui obras que estimulem a fantasia e inspirem a aventura – por isso apresentamos aos jovens leitores aquilo que há de melhor na literatura infanto-juvenil nacional e estrangeira.

 

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