“Em um país onde todos são Reis, não há escravos”
“Na noite de domingo, 12 de agosto de 2012, ao final da cerimônia de encerramento da trigésima Olimpíada em Londres, ocorreu a passagem da bandeira Olímpica para a futura sede em 2016, Rio de Janeiro. Neste momento da cerimônia, um gari, solitário em meio a imensidão de um estádio lotado, começa a varrer o palco. Renato Luis Feliciano Lourenço, mais conhecido como Sorriso, com um grande abraço e seu cativante sorriso rompe barreiras e apresenta o Brasil de seus sonhos para o Mundo. Um país onde todos são Reis e Rainhas, um país repleto de riquezas e de felicidade.
O que o Mundo vê a partir daí são imagens de um relato imaginário, de um sonho de um brasileiro, Reis dourados felizes em rufar seus tambores e fazer flutuar na imensidão do estádio a bateria de uma escola de samba, rainhas de escola de samba com dignidade e inteligente humor cult 70’s e iluminadas como num Cassino, a rainha das águas transportada por ondas conduzidas pela obra de nosso grande Maestro, Heitor Villa Lobos, índios coroados com cocares tecnológicos ensinando sabedoria ao Mundo através do necessário respeito e aprendizado com a natureza, Reis do Maracatu iluminados como um parque de diversão, um bispo do rosário e da racionalidade comandando o discurso atômico, capoeiristas em traje de gala desenhando o espaço aéreo para a chegada do nosso show man que com seu brilho, suingue e bossa apresenta a reluzente beleza da mulher brasileira refletida em cada movimento, casais pontuando cores sólidas através do movimento de seus corpos o entorno deste cenário, estruturas origamis, como os bichos de Lygia Clark e modernista como Athos Bulcão, pavimentam a avenida do nosso saber para em seguida ser calçada beira mar.
O fio condutor de todos os figurinos foi a simplicidade da linguagem e a gambiarra aparente. O traçado exposto. A magia e o truque compartilhados. Enfim, a inventividade e a generosidade inscrita no DNA da alma brasileira.
Que o sorriso do sonho desta noite nos acompanhe sempre que acordarmos!”













