
Depois de passar por Brasília e Rio de Janeiro, chega a São Paulo a exposição Mariko Mori – Oneness. Pela primeira vez o público paulistano vai poder ver a obra da artista japonesa contemporânea de maior visibilidade no ocidente, com obras em acervos de importantes instituições como Guggenheim (NY), MoMa (NY), Museu de Arte Contemporânea de Tóquio, Centro Georges Pompidou (Paris). A artista virá para a abertura, no dia 20 de agosto, sábado, às 16h. A mostra, pensada especialmente para a instituição brasileira, é uma iniciativa do Grupo AG, sob coordenação e curadoria de Nicola Goretti.

Mariko Mori utiliza o design e a arte de vanguarda para compor elementos de engenharia de ponta, interativos e de forte impacto físico e visual. Reunindo dez trabalhos de alta complexidade tecnológica, que ocuparão todos os espaços expositivos do CCBB São Paulo, a mostra é um passeio pela trajetória da artista, desde seus primeiros trabalhos, realizados em 1995, até os mais atuais, como Transcircle (2004). Todas são obras de grandes dimensões, com Wave Ufo (1999-2002). A instalação interativa pesa mais de seis toneladas e foi apresentada pela primeira vez no Kunsthaus Bregenz, na Áustria, em 2003, e exibida, posteriormente em Nova York e Gênova e incluída na Bienal de Veneza, em 2005. Esse é um interessantíssimo objeto híbrido, máquina e escultura ao mesmo tempo, com uma espécie de cápsula capaz de acolher três visitantes por vez e que funde, em tempo real, computação gráfica, ondas cerebrais, som e uma engenharia arquitetônica para criar uma experiência interativa dinâmica. A obra se renova incessantemente; nunca é a mesma.
Há ainda o trabalho que dá nome à exposição, Oneness (2003), que apresenta um círculo de seis figuras confeccionadas em technogel (material novo, que fica entre o sólido e o líquido), medindo 1,35 m, que interagem ao toque do visitante. Oneness é uma alegoria da conectividade, uma representação do desaparecimento dos limites entre si mesmo e os outros. Um símbolo da aceitação do outro e um modelo do conceito budista de unidade, de que o mundo existe como organismo interconectado. E Transcircle (2004), um anel de nove pedras de vidro coloridas e brilhantes, controlado interativamente, numa fantástica reinterpretação dos círculos de monólitos pré-históricos. A mostra apresenta também vídeos, fotografias e desenhos. Um grande passeio pela obra e pelo pensamento de uma das pessoas mais influentes da arte contemporânea.
POESIA E ESTÉTICA
Mariko Mori inspira-se no conceito budista de que todas as coisas do universo estão conectadas. Seu trabalho contempla mundos fantásticos e seres espetaculares em fotografias e vídeos que parecem surpreendentemente reais. “Tento fazer de meu trabalho uma espécie de oferta”, disse a artista. A arte de Mori recontextualiza figuras do passado, mesclando temas aparentemente opostos como religião e ciência, natureza e cultura, passado e futuro. Poesia e estética revolucionando aspectos do pensamento cultural, moderno e globalizado.
Segundo já declarou, Mori acredita que um artista tem um ponto de vista diferente da visão convencional: “Um artista vê o mundo, olha para o momento presente, com um ponto de vista especial. Minha missão é expressar o que vejo no meu campo de visão”, disse. E afirmou: “Tenho que criar o mundo para poder respirar no mundo; eu não existo se não crio”.
Os trabalhos de Mariko Mori fundem arte e tecnologia, Budismo e a idéia de uma consciência espiritual universal. Desenhando antigos rituais e símbolos, Mori usa tecnologia de ponta e materiais de última geração para criar uma visão bela e surpreendente do século XXI.
Veja aqui matéria que saiu no Jornal Nacional, quando a exposição foi inaugurada em Brasília:
SOBRE A ARTISTA

Mariko Mori é a artista japonesa contemporânea de maior visibilidade no ocidente cuja obra tem sido adquirida por museus e colecionadores privados de todo o mundo. Com formação em Tóquio, Londres e Nova York, Mori ganhou reconhecimento por sua instalação interativa, WAVE UFO, apresentada pela primeira vez no Kunsthaus Bregenz, na Áustria, em 2003. As mais recentes esculturas de grande escala da artista, Tom na Hiu (2006) e Opal Planta (2009), também contêm elementos que interagem com o ambiente. O próximo projeto da artista, Primal Rhythm, é uma instalação monumental permanente concebida e planejada com forte vínculo com a paisagem da baía de Seven Light, da ilha de Miyako, em Okinawa. O interesse atual de Mori se concentra num mundo em que os seres humanos e a natureza são uma coisa só, onde o ritmo da humanidade se move em conjunto junto com o do meio-ambiente. Seus projetos atuais têm por objetivo provocar essa memória em nossa consciência e celebrar o equilíbrio existente na natureza. Essa idéia se reflete nos temas da vida, morte, renascimento e universo.
As monumentais instalações de Mariko Mori têm sido expostas em todo o mundo, incluindo Museu de Arte Contemporânea de Tóquio; Centro Georges Pompidou, em Paris; Prada Fundação, Milão; Museu de Arte do Brooklyn, Nova York; Museu de Arte Contemporânea de Chicago; Serpentine Gallery, Londres; Museu de Dallas; Los Angeles Museu de Arte. Suas obras estão em coleções do Museu Guggenheim, Nova York; Centro Georges Pompidou, Paris; Prada Fundação, Milão; Museu de Arte Contemporânea de Chicago, Museu de Israel, Jerusalém, Los Angeles Museu de Arte do Condado; Centro de Arte Pinchuk, Kiev; Aros de Aarhus Kunstmuseum, Dinamarca; Museu de Arte Moderna de Nova York.
Mori recebeu vários prêmios, entre eles a prestigiada Menção Honrosa da 47ª Bienal de Veneza, em 1997, e o 8º Prêmio Anual como artista e pesquisadora no campo da arte contemporânea japonesa, em 2001, da Fundação de Artes Culturais do Japão. Atualmente, Mori está radicada em Nova York.
SERVIÇO
Exposição Mariko Mori – Oneness
Centro Cultural do Banco do Brasil São Paulo
Rua Álvares Penteado, 112 – Centro – São Paulo (próximo às estações Sé e São Bento do Metrô). Tels: (11) 3113-3651 / 3113-3652
Espaços da exposição: térreo, 2° e 3° andares e subsolo;
Palestra com a artista: dia 20 de agosto, sábado, às 15h, no Teatro – 125 lugares [Senhas distribuídas com até uma hora antes do início da atração]
Abertura: 20 de Agosto, 16 hs Período de visitação: de 21 de agosto a 16 de outubro (terça a dom 10h as 21 h) Entrada Franca
Visita mediada à exposição:
Diariamente são realizadas visitas orientadas por arte-educadores em português e inglês. Para visitas de terça a sábado é necessário agendamento prévio pelo tel. (11) 3113-3649, de segunda a sexta, das 10h às 18h (máx. 45 pessoas por horário). Aos domingos, não há necessidade de agendamento e o atendimento é realizado mediante solicitação na bilheteria, no térreo, das 10h às 19h.
Transporte para estudantes:
Serviço de transporte gratuito, de terça a sábado, para visitas de estudantes e grupos. Agendamento de acordo com ordem de solicitação, prioritariamente para escolas públicas, de segunda a sexta, das 10h às 18h, pelo tel. (11) 3113-3649.
Próximo às estações Sé e São Bento do Metrô. Praças do Patriarca e da Sé.
Acesso e facilidades para pessoas com deficiência física// Ar-condicionado // Loja // Cafeteria Cafezal
Estacionamento conveniado:
Estapar Estacionamentos – Rua da Consolação, 228, Edifícos Zarvos (R$ 10,00 pelo período de 5 horas. Necessário carimbar o ticket na bilheteria do CCBB).
Van faz o transporte gratuito até as proximidades do CCBB – embarque e desembarque na Rua da Consolação, 228 (Edifício Zarvos) e na XV de novembro, esquina com a Rua da Quitanda, a vinte metros da entrada do CCBB.