Antes de chegar ao Brasil, o Dairakudakan se apresentou no famoso Festival Cervantino, no México, com enorme sucesso. Na realidade, o grupo já se apresenta com certa regularidade por lá. Neste video, uma colaboração com a Companhia Nacional de Teatro. A peça, “Galileo”, um Fosso”, que foi apresentado numa praça ao ar livre.
O butô é uma dança que surgiu no Japão após a Segunda Guerra, e passou a ser conhecido no Ocidente a partir de 1970. Seus precursores foram Kazuo Ohno (1906-2010) e Tatsumi Hijikata (1928-1986). A dança tem forte inspiração no expressionismo alemão, no surrealismo e no construtivismo. No ano em que o dançarino Kazuo Ohno nos deixou, a Fundação Japão traz ao Brasil, uma outra lenda do Butô: Akaji Maro, com o seu grupo Dairakudakan. A companhia japonesa de dança butô DAIRAKUDAKAN Temputenshiki realiza curta temporada em São Paulo e em Santos, nos dias 03, 04 e 06 de novembro […]
Antes de ir jantar o Kurosawa a la carte, vamos à exposição Kurosawa – criando imagens para cinema ? No ano em que se comemora o centenário de nascimento de Akira Kurosawa (1910-1998), o Instituto Tomie Ohtake e a Mostra Internacional de Cinema trazem pela primeira vez ao público brasileiro os desenhos para cinema criados pelo mestre japonês. A mostra reúne 80 storyboards concebidos para os filmes Kagemusha (1980), Ran (1985), Dreams (1990), Rhapsody in August (1991), Madadayo (1993) e The Sea Watches (2002). Organizada para a efeméride, a exposição, que antes de chegar a São Paulo esteve no Museu […]
Ainda faltava outro detalhe para este Festival Gastronômico: a boa harmonização com sakê. Sakês de boa procedência, feitas com água que brota nas mais puras minas da região de Hyôgo. Essa água considerada sagrada é chamada de Miyamizu e garante a qualidade do sakê. O sakê escolhido foi a Hakushika, que utiliza também um arroz especial, o Yamadanishiki. Celso Ishiy, sommelier de sakê, nos ensina que os secos da linha Guinjô são os mais apropriados para combinar com o porco negro. Antes de lançar o Festival, fizemos um curso com a brigada de garçons e o barman do Restaurante Rangetsu. […]
Enfim os pratos começaram a aparecer. Primeiro a milanesa de porco preto. Com uma massa crocante por fora, devido a sua fritura a altas temperaturas em óleo misto que inclui óleo de gergelim, a carne vem tenra e macia por dentro, quase derretendo. Como a carne fica escondida com a massa crocante, denominei este prato de Kagemusha, a Sombra de um Samurai. Aliás, uma das diversões ao criar este cardápio foi denominar os pratos com nomes dos filmes de Kurosawa. Sempre existe uma razão na analogia e a brincadeira é tentar descobrir qual é essa razão. A mesma milanesa pode […]
O chef que procurei para este desafio foi Shin Koike. Proprietário e chef do Restaurante Aizome, duas vezes premiado pela Revista Veja São Paulo, em 2208 e 2009 como o melhor japonês de São Paulo, e certamente o melhor do Brasil, o chef Shin Koike tem se tornado uma espécie de parceiro de projetos especiais. Por exemplo, em maio ele aceitou convite formulado pela Fundação Japão para ir até Manaus e descobrir ingredientes que poderiam integrar um cardápio fusion de Brasil e Japão. O resultado foi apresentado numa palestra na Fundação Japão em 30 de Junho. Quem quiser saber mais […]
A ideia de homenagear Kurosawa com um festival gastronômico surgiu naturalmente. Se já temos uma exposição de seus desenhos (e todos sabemos que Kurosawa queria ser pintor antes de ser cineasta), um filme restaurado na Mostra BR (o Rashomon, premiado no Festival de Veneza, veja post anterior, com um trailer da versão restaurada), teriamos que produzir outro projeto que mostrasse uma face menos conhecida de Kurosawa. Reler sua biografia, “Relato Autobiográfico” (ed. Estação Liberdade) foi um ponto de partida. Mas lembrei-me que em 2003, um amigo de Tokyo, curador de uma mostra de cinema, levou-me para conhecer um restaurante fantástico, […]