O verão este ano veio caprichado com quase todos os dias ultrapassando os 30°. É calor demais e nem dá muita vontade de comer. A sabedoria japonesa para os dias de verão produziu alguns pratos que são especialmente apropriados para o calor. Um deles é o Hiyashi Chuka (冷やし中華 ) . É um macarrão servido frio, com um caldo que fica no fundo, de refrescante sabor agridoce. Embora “Chuka” remeta à ideia de ser um prato chinês, ele é genuinamente japonês, lançado em 1929, pela revista “Ryori Soudan”, que publicou a receita original. Nela, o macarrão é fervido e depois […]
Monthly Archives: janeiro de 2019
O Chawan Project é uma iniciativa da ceramista Hideko Honma, que pretendeu reunir todos os ceramistas japoneses, que trouxeram sua arte e técnica ao Brasil. “Eu mesma fui iniciada na cerâmica através destes mestres japoneses, e não podia deixar de expressar minha gratidão pelos seus ensinamentos”, explica Hideko, sobre a razão em empreender este projeto. Foram sete meses de trabalho e ação. Os ceramistas Kenjiro Ikoma, Akinori Nakatani, Kimi Nii, Shugo Izumi e Mistue Yuba falaram a um público muito animado e atento na Japan House, em São Paulo, entre junho e dezembro de 2018. O primeiro encontro teve a […]
Editora Estação Liberdade lança Querida konbini , que aborda relações de gênero e satiriza obsessão pela normalidade. Irasshaimasê! Observando as konbinis japonesas (abreviação do termo em inglês para loja de conveniência) Sayaka Murata identificou o cenário perfeito para seu romance. As onipresentes cadeias de minimercados são parte fundamental da vida urbana no Japão: refeições prontas, revistas, artigos de higiene pessoal, peças de roupa, serviços como entregas ou pagamentos de contas, tudo isso é oferecido, 24 horas por dia, 365 dias por ano. A protagonista e narradora de Querida konbini é Keiko Furukura. Aos 36 anos, Keiko nunca se envolveu romanticamente e, desde os 18, trabalha numa konbini – […]
Um romance acima de guerras Livro de Marianne Nishihata conta a história de amor real entre uma brasileira e um japonês que lutou pelo Brasil na Segunda Guerra Mundial Tomiyo Yamada viu a carioca Ilma pela primeira vez na estação de trem de Mogi das Cruzes, numa tarde ensolarada de dezembro de 1940. O que mais lhe chamou atenção foram seus cachos quase loiros, embalados pelo vento. Ilma, por sua vez, tinha paixão por homens asiáticos. Mas, recatada e religiosa, não deu muita bola para os olhares instigantes daquele desconhecido bem apessoado. Alguns dias se passaram e eles se reencontraram […]