Chegou o oniguirazu !

O oniguiri, todo mundo conhece, é aquele bolinho de arroz, que pode ser recheado ou não e é um ótimo acompanhamento para os obentô, as marmitas japonesas. 
A novidade, que foi inventada no Japão há cerca de cinco anos chama-se oniguirazu, que é uma espécie de não-oniguiri. Explicamos: o oniguiri é o arroz prensado com a mão. No oniguirazu, você não prensa o arroz, mas embrulha o arroz e o recheio com uma folha de alga nori. Daí o “zu” que em japonês é uma negativa. Seria portanto, um não-oniguiri. 

O “batismo” da invenção teria sido feito na revista Cook Pad, em janeiro de 2015 e logo virou sensação. Mas muito antes disso, um mangá chamado “Cooking Papa”, de Ueyama Tochi, já tinha dado este nome ao bolinho em novo formato. A estória era assim: um pai estava com sua esposa na maternidade porque tinha tido mais um filho. O filho maior estava atrasado para a escola, e o pai, não acostumado a preparar a marmita, resolve arregaçar as mangas, e prepara o obentô em cinco minutos. Espalhou arroz que sobrou da janta, cortou o que tinha na geladeira para o recheio, tampou com mais arroz por cima e embrulhou tudo com a folha de alga. O mangá é bem didático e dá até um tutorial de como preparar o oniguirazu. Isso foi em 1990, mas o boom mesmo aconteceu há cinco anos, quando as lojas de conveniência e os setores de alimentos prontos dos grandes magazines começaram a oferecer esta opção para viagem. 

Página do manga Cooking Papa, de 1990: precursor do oniguirazu

Há muitas vantagens se comparado com o oniguiri. Por exemplo, exige-se menos destreza manual. Cooking Papa é prova disso. Tudo é feito sobre uma tábua e é tão fácil quanto montar um sanduíche caprichado. Outra vantagem é a possibilidade de se criar recheios bem mais diversificados. E não há regras: vale tudo mesmo. 

Olha essa marmita só com oniguirazu !! Delícia refrescante !!

O Jojo Lab acabou sem querer, inovando e dando o primeiro passo e pode ser considerado o lançador da ideia em terras brasileiras. Aconteceu no evento Asa-Rá, café da manhã com ramen, onde a estrela era o ramen, mas chamou a atenção do público, o oniguirazu que acompanhou o combo. Ele veio recheado com frango karaague bem crocante, molho tártaro e nabos curtidos em lâminas, com arroz envolto numa alga bem crocante. 

Oniguirazu do Jojo Lab: pedaços crocantes de frango karaague. Foto: Jojoscope

Você pode variar o recheio e aí quem manda é a sua imaginação. Já vimos com camarão empanado com maionese e folhas de alface, atum em conserva com folhas de shissô, omelete, tonkatsu (porco à milanesa) , salsicha com molho picante, presunto com queijo prato e alface e por aí vai. Dá para preparar uma opção totalmente vegetariana ou vegana, caprichando nos molhos, que só não podem ser muito líquidos. 

Muitos chamam o oniguirazu de “sanduíche de arroz”, porque na verdade, são duas camadas de arroz e o recheio, embrulhados com alga nori. 

Chef Dai mostra como faz neste video-tutorial. Acompanhe pra fazer o seu. Clique na imagem abaixo para ver o video. 

 

Seu oniguirazu pode ficar melhor ainda com molhos como o vinagrete.

*Onigirazu: é a grafia no sistema Hepburn, adotado em língua inglesa, quando o “gi” é pronunciado “gui”. Aqui nesta matéria adotamos o aportuguesamento, “oniguirazu“, torcendo para que esta receita fique popular por aqui também. 

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